Representantes do Fundo Amazônia (FAM) visitaram entre os dias 13 e 20 de outubro ações desenvolvidas no âmbito do Projeto Sociobiodiversidade Produtiva no Xingu.
O Fundo, administrado pelo BNDES, é o financiador do Projeto, que por sua vez tem a execução sob a responsabilidade do ISA (Instituto Socioambiental).
Eduardo Klingelhoefer de Sá, Juliana de Castilho Alvim e Marcelo Martins estiveram em São Félix do Araguaia, na TI Marãiwatsédé (Alto Boa Vista), no PA Macife (Bom Jesus do Araguaia), em Canarana e no Parque Indígena do Xingu, estado de Mato Grosso.

Em São Félix do Araguaia, a equipe do Fundo Amazônia/BNDES visitou a sede da ANSA (Associação de Educação e Assistência Social Nossa Senhora da Assunção) e aproveitou para conhecer também a Fábrica de Polpas Araguaia e o Viveiro de Mudas, administrados pela ANSA.

Em São Félix do Araguaia a equipe do Fundo Amazônia/BNDES visitou a sede da ANSA. (Foto: Daniela de Paula/ISA)
Na Terra Indígena Marãiwatsédé, eles visitaram a aldeia mais antiga e a aldeia que está sendo aberta, vendo de perto a disponibilidade de água na Terra Indígena.
O BNDES apoiou a implantação do sistema de água, construção da casa de sementes e sala de reunião na aldeia Marãiwatsédé. Em Canarana, a equipe conversou com técnicos da Rede de Sementes do Xingu e conheceu a Casa de Sementes.

Equipe do Fundo Amazônia e técnicos da Rede em visita a Casa de Sementes em Canarana. (Foto: Rafael Govari / ISA)
Eduardo Klingelhoefer de Sá, analista de projetos do Fundo Amazônia, disse que o trabalho com as comunidades desenvolvidos dentro do Projeto Sociobiodiversidade no Xingu lhe tocou muito: “uma coisa que me chamou muita atenção nessa visita é o entusiasmo não apenas do ISA, mas também da ponta, dos trabalhadores, das pessoas da coleta de sementes, muito entusiasmados com o trabalho delas, as senhoras tendo uma nova fonte de renda, garantindo uma renda adicional para a família. Devido a degradação, é um trabalho digamos, quase que hercúleo, que exige muita perseverança e otimismo”.

Na Terra Indígena Marãiwatsédé eles visitaram a aldeia mais antiga e a aldeia que está sendo aberta. (Foto: Daniela de Paula / ISA)
Eduardo disse também que a demanda por sementes florestais deve crescer muito nos próximos anos e serão necessárias muitas outras redes de sementes para suprir a demanda. “Acho que essa iniciativa da Rede de Sementes do Xingu pode criar um efeito multiplicador para o país todo… A Rede é um exemplo, uma iniciativa e uma inovação”, conclui.

Conversa com técnicos da Rede de Sementes do Xingu em Canarana (MT) (Foto: Rafael Govari / ISA)
Daniela de Paula, que trabalha no ISA como gestora técnica do Projeto Sociobiodiversidade no Xingu, disse que a visita foi muito proveitosa, pois foi possível identificar vários resultados concretos das ações desenvolvidas com benefícios ambientais e sociais para região do Xingu-Araguaia.
“No PA Macife conversamos com o grupo de coletores e ficamos impressionados com a animação do grupo. Ouvimos vários relatos que comprovam que a renda com a venda das sementes contribui diretamente para a melhoria de vida das famílias, como apoio para os filhos fazerem faculdade, compra de veículos e equipamentos”.
(Por Rafael Govari – ISA)
