Rede de Sementes participa de stand sobre Restauração Ecológica na AgroBrasília

27/05/2015
Ciência na Rede
Eventos

Entre os dias 12 e 16 de maio de 2015 aconteceu mais uma edição da AgroBrasília (clique aqui), uma feira agropecuária voltada aos empreendedores rurais de diversos portes, que recebe mais de 400 expositores e 100 mil visitantes durante os cinco dias de feira.

A feira divulgou tecnologias que vão desde inovações do setor do agronegócio, com máquinas de alta tecnologia, até tecnologias adaptadas voltadas para agricultura familiar. Em meio a esse mundo de avanços para a agricultura, a Embrapa, ICMBio e UnB, participaram em um stand sobre a “Pesquisa em Restauração Ecológica no Cerrado”. A Rede de Sementes do Xingu apoiou esta iniciativa.

O objetivo do stand era chamar a atenção dos visitantes para os diversos métodos que estão sendo utilizadas para restauração de APP e Reserva Legal. A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Embrapa Cerrados fizeram um plantio de mudas de árvores sete meses antes do evento para servir de campo de aprendizagem.

Plantio de mudas de árvores consorciado com plantio de mandioca nas entrelinhas (Taungya)

O plantio alternou linhas de diversidade e linhas de espécies de rápido crescimento, e linhas de diversidade e linhas de eucalipto, conforme os modelos mais modernos de restauração florestal, sugeridos pelo Laboratório de Ecologia e Restauração da ESALQ-USP. Nas entrelinhas foi plantada mandioca, constituindo-se um modelo agroflorestal milenar chamado Taungya.

Esse plantio serviu como base para compartilhar conhecimento com agricultores familiares, fazendeiros, técnicos e curiosos que visitaram a tenda. Foram apresentados métodos alternativos de restauração, como a semeadura direta e os sistemas agroflorestais, e a importância de se inserir as espécies herbáceas e arbustivas do cerrado.

Agricultoras de assentamentos localizados no Distrito Federal preparando suas “muvuquinhas” de sementes para semear em suas propriedades”

Algumas publicações foram doadas aos visitantes, como o livro “Agricultores que Cultivam Árvores no Cerrado” (Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, ISPN e WWF), e a cartilha “Coletar, manejar e armazenar, As experiências da Rede de Sementes do Xingu” (Associação Rede de Sementes do Xingu); e o guia “Plante as Árvores do Xingu e Araguaia” (ISA).

A Rede de Sementes do Xingu também presenteou o público com sementes de espécies do Cerrado e mata ciliar que serviram para divulgar a Associação Rede de Sementes do Xingu e a técnica da muvuca de sementes para restauração ecológica.

Os visitantes, muitos deles agricultores familiares de assentamentos do Distrito Federal, chegavam ao stand de “Pesquisa em Restauração Ecológica no Cerrado” buscando uma receita pronta para determinada situação de degradação em suas propriedades. As indagações eram respondidas com outras e isso despertava a curiosidade e as ideias deles em relação à técnica de restauração mais adequada para aquela situação.

Cesta de sementes de espécies nativas do cerrado e mata ciliar, da Associação Rede de Sementes do Xingu

As sementes fizeram sucesso. Os visitantes criavam suas “muvuquinhas” de sementes e queriam saber as características das espécies (tamanho da árvore, frutas, flores, quanto tempo para a semente germinar, como semear) e estavam sempre em busca de árvores com algum valor econômico, principalmente as frutíferas. O stand recebeu mais de 500 visitantes e foi uma ótima oportunidade de comunicação com os agricultores sobre os diversos métodos de restauração ecológica de APPs e Reservas Legais no cerrado.

(Por Raíssa Ribeiro e Daniel L. M. Vieira)

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