Encerrou no último domingo, 19 de abril, uma série do Fantástico da Rede Globo, chamada de ‘Amazônia S/A (Sociedade Anônima)’.
Nos últimos 10 anos, o país deu um salto no combate ao desmatamento, mas ainda há muito para ser feito. Na última etapa, a série mostrou iniciativas que contribuem para construir uma economia de base florestal. Uma das iniciativas mostradas foi o trabalho desenvolvido pela Rede de Sementes do Xingu, no Mato Grosso.
Confira um resumo do que a reportagem trouxe
O desmatamento caiu de 27 mil km³ em 2004 para 4.500 km³ em 2012. Mas a Amazônia não será preservada através do isolamento e da pobreza. Para Adalberto Veríssimo, do Imazon, o desmatamento caiu quase 80%, mas não houve uma transformação econômica, o que é necessário para que essa redução no desmatamento seja sustentável. Por isso, o desmatamento voltou a subir nos últimos dois anos.
Para Eduardo Viveiros de Castro, é possível que as populações tradicionais tenham muito a nos ensinar e não nós para eles. Eles são o futuro e não o passado.
Para manter a floresta em pé é preciso desenvolver uma economia de base florestal. A Rede de Sementes do Xingu conecta de indígenas a fazendeiros. “Esses coletores, indígenas e não indígenas, começaram a coletar essas sementes, sendo reconhecidos por algo que antes eles não eram reconhecidos, e essas sementes começaram a ir para o plantio dessas áreas, que até então era inimaginável que isso poderia acontecer em uma região onde o agronegócio impera”, disse Rodrigo Junqueira, coordenador do Programa Xingu do Instituto Socioambiental (ISA), e um dos idealizadores da Rede de Sementes do Xingu.
O coletor Zé Pretinho, do Assentamento Zumbi dos Palmares de Diamantino no Mato Grosso, diz que eles não tinham renda, mas que agora é possível complementar a renda da família coletando sementes. “E, estou contribuindo com a questão ambiental, que hoje é uma grande porta a nível mundial”, falou.
(Por Rafael Govari – ISA)
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