Assentadas da reforma agrária de várias cidades do Norte Araguaia mato-grossense participaram nos dias 11 e 12 de outubro, em Porto Alegre do Norte-MT, da Oficina de Aproveitamento de Frutos do Cerrado. Ao todo participaram 21 mulheres da zona urbana e dos assentamentos P.A Manah, P.A Jandaia e P.A Liberdade.
Esta atividade foi realizada pela Associação Terra Viva (ATV) dentro do Projeto Sociobiodiversidade Produtiva no Xingu, com o apoio do Instituto Socioambiental (ISA) e em parceria com a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Associação Tapirapé.
Na primeira parte a oficina trabalhou a importância do cerrado, desafios e impactos das monoculturas, diferentes povos que habitam o cerrado, e apresentação da campanha ‘Sem Cerrado, Sem Água, Sem Vida’. Na segunda parte do curso foram trabalhadas as diferentes alternativas de aproveitamento dos frutos do cerrado, como bolo de jatobá, mousse de jatobá, sequilhos de jatobá, bolo de caju, bolo frito de caju, vinagrete de cajú, bolo de macaúba, sorvete de macaúba, mousse de cagaita, biscoito com buriti, licor de pequi, licor de jenipapo, sorvete de pequi, arroz tropeiro com óleo de buriti, entre outros.

Os frutos do cerrado servem para muitas receitas e podem gerar uma boa renda
As mulheres perceberam que além da valorização do cerrado com seus diferentes usos, o cerrado pode gerar renda e contribuir para a soberania alimentar. Esta oficina foi direcionada principalmente para as famílias de coletores de sementes da Associação Rede de Sementes do Xingu (ARSX).
Dona Raimunda Lima é coletora da Rede e diz que o cerrado pode gerar uma boa renda. “O cerrado é muito rico, a gente não precisa procurar coisas fora, agora eu vou fazer essas receitas pra vender na feira municipal, é mais uma renda né! Devemos valorizar o cerrado e não deixar que destruam”.

Delícias produzidas a partir de frutos do cerrado
(Texto e fotos: Cláudia Araújo – ARSX; Edição: Rafael Govari – ISA)
