ARSX recebe Rede de Sementes Flor do Cerrado para intercâmbio institucional

28/05/2024 | Lia R Domingues/ARSX
Grupos Coletores
Intercâmbio
Mato Grosso do Sul
Nova Xavantina
Rede de Sementes do Xingu
Rede de Sementes Flor do Cerrado
Restauração Ecológica
Troca de Saberes
WWF-Brasil
A atividade acontece em Nova Xavantina no intuito de apoiar a criação de uma nova rede de sementes no MS

Nos dias 24 e 25 de maio, a Rede de Sementes do Xingu teve a honra de receber a Rede de Sementes Flor do Cerrado em uma atividade de intercâmbio em sua sede em Nova Xavantina. A iniciativa proporcionou uma imersão completa nas operações e nos procedimentos que sustentam a atuação da ARSX, feita no intuito de consolidar a criação da Rede de Sementes Flor do Cerrado, uma nova rede de sementes que surge no Mato Grosso do Sul (MS).

 

Laiane Korte, técnica da Rede de Sementes do Xingu, destacou a importância desse intercâmbio: “Foi além de uma visita entre uma rede e outra, foi uma troca super interessante. Ver outras pessoas começando uma nova rede, passando por problemas de estruturação, de mercado, de estado, de cultura, de tudo. As perguntas foram muito pontuais e nós nos surpreendemos com a troca. Saímos com vontade de ter mais intercâmbios assim”.

Coletores de sementes da Rede de Sementes Flor do Cerrado visitam a sede da Rede de Sementes do Xingu, em Nova Xavantina. FOTO: Aline Cipriano/LASEM

 

Conhecimento técnico e prático

 

A programação começou na manhã do dia 24, com atividades no escritório e da Casa de Sementes da Rede de Sementes do Xingu em Nova Xavantina/MT. A programação contou com uma apresentação detalhada sobre a parte institucional e administrativa da ARSX, assim como seus processos de precificação e de armazenamento de sementes, permitindo uma compreensão mais profunda das estratégias e dos desafios enfrentados pela instituição.

Visita ao Laboratório de Sementes da UNEMAT, em Nova Xavantina, 

onde lotes de sementes da ARSX são avaliados. FOTO: Aline Cipriano/LASEM

 

À tarde, os participantes visitaram o Laboratório de Sementes da UNEMAT, no Campus Nova Xavantina, onde lotes de sementes da Rede de Sementes do Xingu são periodicamente avaliados. A visita proporcionou uma visão técnica sobre os procedimentos de qualidade e análise de sementes, fundamentais para garantir o sucesso dos projetos de restauração.

 

No final do dia, o grupo visitou, ainda, a propriedade do coletor e restaurador Vilmar Tusset, quando puderam conhecer uma área de restauração com muvuca de sementes e observar os resultados práticos dos trabalhos do trabalho de restauração ecológica feito pela ARSX.

 

A visita em áreas de restauração ajuda a ver o resultado prático da coleta de sementes: novas florestas sendo semeadas diretamente no solo de áreas degradadas. FOTO: Aline Cipriano

 

Troca de experiências e visitas a projetos de restauração

O segundo dia foi dedicado a conversas entre os coletores, focando na própria coleta de sementes e no papel dos coletores. Houve uma rica troca de experiências sobre os motivos que os levam a coletar, como se mobilizam e como a coleta de sementes começou em suas vidas.

 

A atividade aconteceu na propriedade dos coletores e restauradores Mariozan Ferreira e Maria Ângela, no Projeto de Assentamento (PA) Pé da Serra, onde os participantes puderam observar outras áreas de restauração – uma feita com a técnica de muvuca de sementes e outra com arranjo agroflorestal.

A técnica da Rede de Sementes do Xingu, Laiane Korte, faz uma foto com os participantes do intercâmbio. FOTO: Laiane Korte/ARSX

 

 

O WWF-Brasil e o apoio à Rede de Sementes Flor do Cerrado

 

Essa troca de experiência foi articulada e financiada pelo WWF-Brasil, que atua como instituição estruturante e também participa do Comitê Gestor da Rede Flor do Cerrado, junto com o Instituto Taquari Vivo (ITV) e a Associação de Recuperação, Conservação e Preservação da Bacia do Guariroba (ARCP). Essas instituições possuem o papel fundamental no apoio à Rede de Sementes Flor do Cerrado, apoiando, direcionando e financiando parte das atividades para a criação e fortalecimento dessa nova Rede de Sementes. 

 

Flávia Araújo, analista de conservação do WWF-Brasil, comenta que “Como instituição estruturante da Rede de Sementes Flor do Cerrado, o WWF-Brasil viabilizou esse momento de troca de conhecimentos e experiências visando fortalecer o papel dos coletores de sementes na Rede e ampliar o entendimento sobre o que é, e o que faz uma Rede de sementes dentro da Restauração de paisagens, trazendo insumos essenciais para a estruturação da rede no Mato Grosso do Sul.”

 

“Ações como essa fazem parte da estratégia do WWF-Brasil para consolidação da cadeia da restauração nas Cabeceiras do Pantanal, parte alta da Bacia do Alto Paraguai, que abrange parte do MS e MT, e é uma paisagem prioritária para a instituição”, ressalta Veronica Maioli, especialista de conservação do WWF-Brasil. 

Em roda: este foi o arranjo que permeou o intercâmbio entre as duas redes de sementes. 

Assim, o conhecimento e a experiência podem circular. FOTO: Aline Cipriano/LASEM

 

 

Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma ONG brasileira que há 27 anos atua coletivamente com parceiros da sociedade civil, academia, governos e empresas em todo país para combater a degradação socioambiental e defender a vida das pessoas e da natureza, conectados em uma rede interdependente que busca soluções urgentes para a emergência climática.

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