Quando as pessoas são guerreiras, elas plantam florestas. O cotidiano do aguerrido povo Xavante, que habita territórios no nordeste de Mato Grosso, é repleto de ações voltadas à restauração ecológica.
Em julho deste ano, as mulheres coletoras de quatro aldeias do Território Indígena Maraiwatsédé reuniram-se em uma feira de troca de sementes entre elas. “São minhas companheiras, mulheres guerreiras. Tivemos troca de sementes e de experiências”, conta Carolina Rewaptu, cacica, professora, e elo do grupo Pi’õ Rómnha Ma’ubumrõi’wa, que em português significa “Mulheres Xavante Coletoras de Sementes”.
Esta semana, a Rede de Sementes do Xingu deve receber a última remessa de sementes coletadas pelas mulheres Xavante. Até o momento desta publicação, elas já haviam entregue pouco mais do que 856 quilos de sementes nativas em 2021 — em comum acordo com a Rede, todo o volume entregue por elas será destinado exclusivamente à restauração de áreas degradadas.

Cacica Carolina Rewaptu (de vermelho) entrega troca sementes com coletora vizinha no Território Indígena Marãiwatséde
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